escrevo , rabisco , reinvento . . . e ainda me derreto
o Samuel Fujiwara, lá do Allons Enfants organizou algumas linhas que parecem terem sido citadas por mim ... ou para mim .
do teu rosto não levo lembranças
nem de risos
nem de lágrimas
não guardo expressões
nem de gozos
nem de choros
ta borrado com guache verde
desbotado dos teus olhos
revelando
distraído que do todo não eras nada .
neomoda
espera ... não precisa mais dirigir a palavra a mim. Não te preocupa, que a tua ignorância já venceu a minha tentativa de te manter por perto. não precisa mais dar ouvidos as minhas tolas histórias e breves choramingos. não vou mais te acordar de madrugada , querendo te contar pelo telefone o quanto minha noite esta sendo boa , ou o quanto você estava fazendo falta nela. não vamos mais trocar figurinhas , emprestar Cd´s , viajar no mesmo ônibus nem jantar na mesma mesa . não te preocupa , que o que eu te devia , to te devolvendo em dobro e nunca mais peço de novo . não precisa mais lembrar de mim , porque nem quando eu implorei por meia hora do teu precioso tempo , eu consegui ser lembrada . não precisa perguntar por mim , não precisa mais saber de mim . . . eu te procurei pra dar adeus aos planos que eu já ta tava fazendo sozinha . . . te procurei pra me despedir . . . .
e nem isso você quis saber .
andei pensando em cortar algumas partes do corpo pra ver se elas realmente fariam alguma falta . . . mas talvez , teriam que ser membros, abrir grandes buracos . . . essas marcas que demoram cicatrizar . . . essas feridas úmidas, que pecam pelo odor, pela aparência . . . rasgos, perfurações, dilatações . . . dor que me fizesse chorar por dias a fio, e me fizesse dar valor a essas partes . . . que me fizesse sentir o quanto essa carne é frágil e importante e que não pode nunca depender de outra pra sobreviver . . .
postado por Papillon | consuma com furor: 1/22/2004 04:22:24 PM
cansei dos blefes,
dessa vez a jogada esta feita,
ganhar ou perder ???
é apenas uma questão de interpretação.
Por que tua voz me engasga os sentidos
arde-me os olhos
treme-me os membros ???
Por que as poucas palavras que ainda troco contigo
parecem faladas em outra língua
e o teu entender parece como leitura em Braille ???
Por que essas sujas lágrimas estão atravancadas na minha garganta
fazendo meu peito apertar-se como se o ruim fosse acontecer ????
Por que eu sinto isso tudo e procuro em versos
e não minto o que eu sinto
e não omito essa linha
e não consigo sem ¿ tigo ¿
Por quê ?
já disse alguém em algum filme..
" eu não sei usar a ima ginação , preciso viver para escrever ¿
pudera fazer da nossa vida,
música e poesia
o tonal de uma viola debulhada pelos dedos teus
ritmos de atabaque e caixas pulsando nos ouvidos alheios
minha boca na tua como no encaixe da palheta no clarinete mais macio
teu beijo meu cheiro vagando entre guetos emplacando novos passos
versos e reversos espalhados em calçadas e muros perecíveis ao tempo
teus verdes mirando os meus a declamar belezas ao mundo
meu corpo refletindo e pesando sobre o teu . . . nudez e prazer.
fizemos
sopro sem fôlego
beijos sofridos e perdidos nos restos defecados
olhos fugidos
cabeças a mirar os ratos antes de entregarem-se ao tudo
perdemos o chão ,
recosto a te dar espaço
busco o meu , longe deste
fujo de mim
vou longe de ti
já confessei, admiti, implorei
só agora entendi
nada de música, nada de poesia
perdi !
All Posters
busca novos ares, outras cores, novos passos, grandes tombos. . .
carrega saudades, amores e choros . . .
deixa pai , mãe , cachorro e mana . . .
deixa paredes carregadas de conversas e momentos íntimos . . .
deixa teus dias e corre atrás de outros . . . .
para trás fica alguém que ainda duvida ,
da culpa que sente
do amor que carrega
do pranto que rola
do desejo que sentes . . .
e o programa de hoje , são as poesias de Augusto Nesi , musicadas pelos violonistas Pietro Ferreti e Leonel Rosa , que apresentam o espetáculo no Zarabatana bar & café , no Centro de Cultura Dr. Henrique Ordovás Filho
vai lá !
Body Art
Teimo nessa vaidade de te querer.
Ânsia hipócrita de réus confessos , condenados a gélidos corredores de lembranças e desejos perecíveis .
Fumei dos bons tempos, traguei cores e sabores de corpos espalhados e fadados ao meu sexo .
Alimento encontros, suspiro beijos .
tola eu sei . . .
Sinto agora o cansaço de quem vaga em joios espinhos propositadamente abandonados em caminhos conhecidos .
A rua ainda leva ao teu tempo , mas esse,
já não pertence a esse corpo , esgotou
te perfilo em vogais e consoantes infantis e sem ordem ,
- dizem eles ,
¿ fuga barata de quem desdenhou ¿
soube das tuas intenções,
preferi não sorrir, não irão alcançar as minhas
penso em ir embora
te atingir como já fiz ??
impossível, eu ainda sei mentir
e hoje , é você quem me sufoca
sou piegas, barata , indecente, insegura e infantil . . .
desculpa, mas eu não aprendi a pensar como gente grande com ninguém , quanto menos escrever ....
exteriorizo catarros e saudades que me afogam ... assim simples, assim inocente como cu´ando com doze anos ...
Me chamo tempo.
...sou o verso
e o reverso,
o côncavo,
e o convexo,
como um parafuso confuso
meço as horas do universo...
augusto nesi
1000 imagens
Senti a ausência da tua presença, mesmo esta se traduzindo como duas das tuas palavras por ano . . .
sentisse ao menos repulsa por ti . . .
| E n s a i o s . . . Onde migalhas de intimidade são consumidas com furor . |
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1/29/2004
1/28/2004
1/27/2004
1/22/2004 andei pensando em cortar algumas partes do corpo pra ver se elas realmente fariam alguma falta . . . mas talvez , teriam que ser membros, abrir grandes buracos . . . essas marcas que demoram cicatrizar . . . essas feridas úmidas, que pecam pelo odor, pela aparência . . . rasgos, perfurações, dilatações . . . dor que me fizesse chorar por dias a fio, e me fizesse dar valor a essas partes . . . que me fizesse sentir o quanto essa carne é frágil e importante e que não pode nunca depender de outra pra sobreviver . . . postado por Papillon | consuma com furor: 1/22/2004 04:22:24 PM
Por que tua voz me engasga os sentidos
1/21/2004
1/16/2004 e o programa de hoje , são as poesias de Augusto Nesi , musicadas pelos violonistas Pietro Ferreti e Leonel Rosa , que apresentam o espetáculo no Zarabatana bar & café , no Centro de Cultura Dr. Henrique Ordovás Filho
1/15/2004
1/13/2004
1/9/2004
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