Tem dias que é como se eu não acordasse, lá no fundo algum barulho qualquer atravessa meu sono e me confunde e me aborrece fazendo com que meu corpo se mova sem ordem e sem sentido. Num movimento único ele ingere qualquer substância que o faça perder o juízo , que o permita viver ilusões momentâneas e satisfações imediatas, ele dança a música que passa na rua, inventa passos entre cordões de calçadas, ajoelha, rasteja todo o seu peso entre poças e lamas de dias atrás e ainda encoberto pelo viscoso , corteja a mais branca e bela das moças que atravessam a sua frente, e num gesto de desespero alça-lhe envolto num papel de cores brandas uma dúzia e tanto de flores murchas , ressecadas pelo sol e o descaso de um dia de torturas e lamúrias .
postado por Papillon | consuma com furor: 8/17/2004 03:51:51 PMSe nesses dias vago beirando o abismo do inconsciente , eu recrio pelas ruas imundas o calor do teu corpo junto ao meu. O arder que me consome naquelas noites de inverno gelo, me falta nestas horas de escuridão e desconsolo. Te sabia de outro ser, mas tua louca fonte de querer alça em mim o desejo pela tua carne crua , tua boca úmida. Recosta teu peito junto ao meu , entrega tua procura ao meu querer, assume, arrisca palavras doces , que o meu ser necessita desse susto absurdo para aceitar e entender essa falta tua .
postado por Papillon | consuma com furor: 8/3/2004 04:14:02 PM| E n s a i o s . . . Onde migalhas de intimidade são consumidas com furor . |
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8/17/2004 Tem dias que é como se eu não acordasse, lá no fundo algum barulho qualquer atravessa meu sono e me confunde e me aborrece fazendo com que meu corpo se mova sem ordem e sem sentido. Num movimento único ele ingere qualquer substância que o faça perder o juízo , que o permita viver ilusões momentâneas e satisfações imediatas, ele dança a música que passa na rua, inventa passos entre cordões de calçadas, ajoelha, rasteja todo o seu peso entre poças e lamas de dias atrás e ainda encoberto pelo viscoso , corteja a mais branca e bela das moças que atravessam a sua frente, e num gesto de desespero alça-lhe envolto num papel de cores brandas uma dúzia e tanto de flores murchas , ressecadas pelo sol e o descaso de um dia de torturas e lamúrias . postado por Papillon | consuma com furor: 8/17/2004 03:51:51 PM8/3/2004 Se nesses dias vago beirando o abismo do inconsciente , eu recrio pelas ruas imundas o calor do teu corpo junto ao meu. O arder que me consome naquelas noites de inverno gelo, me falta nestas horas de escuridão e desconsolo. Te sabia de outro ser, mas tua louca fonte de querer alça em mim o desejo pela tua carne crua , tua boca úmida. Recosta teu peito junto ao meu , entrega tua procura ao meu querer, assume, arrisca palavras doces , que o meu ser necessita desse susto absurdo para aceitar e entender essa falta tua . postado por Papillon | consuma com furor: 8/3/2004 04:14:02 PM |
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